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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

QUEM ESCREVEU SOU EU

Jogo 10: Quem escreveu sou eu

Objetivos didáticos:
- consolidar as correspondências grafofônicas, conhecendo as letras e suas correspondências sonoras
- escrever palavras com fluência, mobilizando, com rapidez, o repertório de correspondências grafofônicas já construído.

Público-alvo:

Alunos que estejam em processo de alfabetização e que já tenham consolidado algumas correspondências grafofônicas, mas que ainda precisem refletir sobre todas as correspondências a serem registradas na escrita das palavras.

Sugestões de encaminhamento:

O professor deve ler em voz alta as regras do jogo e discutir com os alunos sobre como ele funciona, à medida que lê. Durante o jogo, caso existam dúvidas quanto às regras, o docente pode ler novamente o texto, mostrando aos alunos que é necessário compreendermos e aceitarmos as regras. Esse procedimento contribui para uma melhor interação entre as crianças e para que elas se familiarizem com este gênero textual: instruções de jogos.

Durante o jogo, é importante que o professor dê algumas orientações quanto ao processamento do jogo (como não olhar a cartela de correção antes do tempo, a seguir a seqüência combinada). Não é necessária a permanência do professor, a não ser que seja solicitada pelos próprios alunos.

Não é aconselhável que o professor faça a correção quando um aluno apresentar uma resposta errada, mas é preciso que os alunos comparem suas escritas com as cartelas de correção, para que o jogo possa prosseguir.

Dicas ao professor:

Consolidar as correspondências grafofônicas é uma aprendizagem fundamental para os alunos em processo de alfabetização. Levar os alunos a escrever palabras, compará-las com as cartelas de correção e com a escrita de outros colegas é uma prática que os leva a tentar registrar todos os fonemas, já que esse procedimento é necessário para que se ganhe o jogo. Com isso, os alunos estarão refletindo sobre as unidades sonoras e suas correspondências gráficas, para que seja possível o registro de palavras. Para o professor, recomendamos que proponha outras atividades que possibilitem a sistematização das correspondências grafofônicas, ou seja, atividades que os levem os alunos a perceber todas as relações entre fonemas e letras. Assim, os alunos podem, por exemplo, ser solicitados a escrever, e duplas ou individualmente, palavras sorteadas, corrigindo-as posteriormente, registrando-as no quadro para apreciação do grande grupo e/ou com a ajuda dessas palavras escritas em cartões e dispostas em quadros de pregas.

Esse mesmo tipo de jogo pode ser utilizado para consolidar conhecimentos de regras ortográficas. O professor pode confeccionar o jogo selecionando palavras que exijam dos alunos reflexão sobre regras que estejam sendo trabalhadas. É importante, no entanto, que saberes relativos à ortografia que exijam dos alunos compreender regras específicas, sejam enfocados apenas quando os alunos já tiverem se apropriando do sistema alfabético de escrita.

O alfabeto móvel, também poderá ser utilizado para a escrita das palavras, principalmente pelas crianças nos níveis de escritas iniciais.





PALAVRA DENTRO DA PALAVRA

Jogo 9: Palavra dentro de palavra

Objetivos didáticos:

- compreender que as palavras são compostas por unidades sonoras menores;
- perceber que palavras diferentes possuem partes sonoras iguais;
- compreender que uma seqüência de sons que constitui uma palavra pode estar contida em outras palavras.
-segmentar palavras, identificando partes que constituem outras palavras.

Público-alvo:

Alunos em processo de alfabetização, que ainda não compreendam todos os princípios do sistema alfabético, tal como o de que palavras que possuem segmentos sonoros semelhantes possuem também sequências de letras similares; ou os que não compreendam que as palavras são constituídas de segmentos sonoros menores (silabas). Também pode ser utilizados com alunos que necessitam sistematizar e consolidar a correspondência entre a escrita e a pauta sonora.

Sugestão de encaminhamento:

O professor deve ler, em voz alta, as regras do jogo e discutir com os alunos sobre como ele funciona, à medida que lê. Durante o jogo, caso existam dúvidas quantos às regras, o docente pode ler novamente o texto, mostrando aos alunos que é necessário compreendermos e aceitamos as regras. Esse procedimento contribui para a melhor interação entre as crianças para que elas se familiarizem com este gênero textual: instrução de jogos.

Durante o jogo, não é necessário permanecer junto ao grupo, mas é importante dar informações quando os alunos solicitarem. Tal mediação, no entanto, pode ser feita por meio de questões que levam os alunos a tomarem consciência dos segmentos sonoros por meio da repetição das palavras para que os alunos prestem atenção em cada parte que está sendo falada.

Dicas ao professor:

O jogo “Palavra dentro de palavra” oportuniza aos alunos analisar as partes que compõem as palavras. Para tal, os estudantes decompõem cada palavra. As atividades de composição e decomposição possibilitam a análise e síntese das palavras, favorecendo a reflexão acerca de que as palavras são formadas por segmentos menores (sílabas e fonemas ) e que tais segmentos são utilizados para a produção de novas palavras, oportunizando a reflexão sobre as correspondências entre o oral e o escrito.

 No caso desse jogo, além de formar pares de palavras, os alunos terão oportunidade de pensar sobre os sons que compõem as palavras e quais as semelhanças entre elas. O importante não é o aluno memorizar as palavras que fazem parte de outras palavras e, sim, que ele perceba qual a lógica usada no nosso sistema de escrita, através de um processo de reflexão. 

Como as fichas azuis apresentam não só a figura, mas a escrita da palavra correspondente a ela, os alunos podem perceber ( e o professor pode explorar ) que, no geral, a uma mesma seqüência de sons, corresponde uma seqüência de letras.

O professor pode criar variações, considerando as hipóteses de escrita dos alunos. Por exemplo, para crianças em níveis de escrita mais avançados, as fichas vermelhas poderiam ser utilizadas para escrita de palavras com o alfabeto móvel, e o vencedor seria o que escrevesse mais palavras que iniciassem com o mesmo som da figura. Para as crianças em níveis iniciais, poderia ser proposto pensar sobre a quantidade de segmentos sonoros das palavras das figuras.





BINGO LETRA INICIAL

Jogo 8: Bingo letra inicial

Objetivos didáticos:

- conhecer o nome das letras do alfabeto;
- compreender que as silabas são formadas por unidades menores;
- compreender que, via de regra, a cada fonema, corresponde uma letra ou um conjunto de letras (dígrafos);
- identificar o fonema inicial das palavras;
- estabelecer correspondência grafofônica (letra inicial e fonema inicial);
- comparar palavras que possuem unidades sonoras semelhantes;
- perceber que palavras que possuem uma mesma seqüência de sons tendem a ser escritas com a mesma seqüência de letras.

Público-alvo:

Alunos em processo de alfabetização, que ainda não compreendam alguns princípios do sistema alfabético de escrita, tal como o de que há unidades sonoras menores que as sílabas ou mesmo os que embora tenham tal compreensão, precisem consolidar as correspondências grafofônicas. O fato de deparar-se com um conjunto de palavras semelhantes, que se diferenciem por apenas uma letra, pode também ser útil para alunos que ainda não tenham consolidado a idéia de que os segmentos sonoros semelhantes são grafados pelo mesmo conjunto de letras em uma mesma ordem. O jogo é indicado para os alunos que estejam com dificuldades em aprender o nome das letras.

Sugestões de encaminhamento:

O professor deve ler em voz alta as regras do jogo e discutir com os alunos sobre como ele funciona, à medida que lê. Durante o jogo, caso existam dúvidas quanto às regras, o docente pode ler novamente o texto, mostrando aos alunos que é necessário compreendermos e aceitarmos as regras. Esse procedimento contribui para uma melhor interação entre as crianças e para que elas se familiarizem com este gênero textual: instruções de jogos.

Como o jogo é destinado também para alunos que não dominem os princípios do sistema alfabético de escrita, a mediação do professor, ajudando-os a estabelecer as correspondências grafofônicas, pode ser muito importante para que eles avancem em relação aos conhecimentos sobre a escrita. Tal ajuda pode ser dada por meio de dicas e de referências explícitas a outras palavras que se iniciem com o mesmo som, como os nomes das crianças.

O jogador (ou dupla de jogadores) que terminar primeiro deve ter sua cartela conferida. Para essa função, pode ser escalado algum aluno que estejam em um nível de escrita mais avançado. O professor, claro, poderá ser acionado a qualquer momento e deverá ficar disponível para as crianças.

Dicas ao professor:


Quando os alunos passam a perceber que usamos letras na escrita das palavras e que existem letras específicas que fazem correspondências com fonemas específicos, eles começam a tentar estabelecer as correspondências grafofônicas corretas. Nesta fase, as crianças precisam participar de variadas atividades que explorem essas relações e gerem conflitos. O “Bingo Letra Inicial”, diferente de outros bingos que só exploram o reconhecimento das letras, oportuniza, também,refletir sobre o sons aos quais as letras correspondem, pois os alunos terão de escolher qual letra vai ser usada para completar palavras que apresentam uma mesma sequência de sons e que se diferenciam apenas no fonema inicial. Essa é uma forma divertida de trabalhar palavras lacunadas sem cansar os alunos.




TROCA DE LETRAS

Jogo 7: Troca letras

Objetivos didáticos:

- conhecer as letras do alfabeto e seus nomes;
- compreender que as sílabas são formadas por unidades menores;
- compreender que, a cada fonema, corresponde uma letra ou um conjunto de letras (dígrafos);
- compreender que, se trocarmos uma letra, transformamos uma palavra em outra palavra;
- compreender que a ordem em que os fonemas são pronunciados corresponde à ordem em que as letras são registradas no papel, obedecendo, geralmente, ao sentido esquerda-direita;
- comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças sonoras entre elas;
- estabelecer correspondência grafofônica.

Público-alvo:
Alunos em processo de alfabetização, mas que não compreendam alguns princípios do sistema, como o de que duas palavras diferentes são escritas com letras diferentes e que a substituição de uma única letra transforma uma palavra em outra. É uma atividade interessante também para crianças que já detenham tal conhecimento, mas ainda não tenham consolidado às correspondências grafofônicas. Esses alunos já devem ser capazes de perceber que a escrita tem relação com a pauta sonora.

Sugestões de encaminhamento:
O professor deve ler em voz alta as regras do jogo e discutir com os alunos sobre como ele funciona, à medida que lê. Durante o jogo, caso existam dúvidas quanto às regras, o docente pode ler novamente o texto, mostrando aos alunos que é necessário compreendermos e aceitarmos as regras. Esse procedimento contribui para uma melhor interação entre as crianças para que elas se familiarizem com este gênero textual: instruções dos jogos. 

Antes de iniciar o jogo, o professor deve fixar o quadro de pregas em um lugar acessível a todos os alunos e deve espalhar as fichas de letras e de figuras no birô. A cada troca de letras que um grupo for solicitado a fazer para que uma palavra se transforme em outra, o professor deve refletir com o grande grupo sobre o êxito da troca. Caso o grupo não tenha escolhido a letra adequada, ele não ganha pontos, e o outro grupo pode tentar realizar a atividade.

Dicas ao professor:

Comparar palavras é um tipo de atividade muito importante no processo de alfabetização. Quando os alunos analisam duas ou mais palavras, buscando semelhanças e / ou diferenças, eles consolidam correspondências entre as unidades sonoras (fonemas) e unidades gráficas (letras). No caso deste jogo, além de comparar, os alunos fazem um esforço para identificar o único som (fonema) diferente entre as palavras. Para isso, eles precisam segmentar a palavra em pedaços e focar a atenção no interior das sílabas, ou seja, além de perceber que as palavras são constituídas de unidades silábicas, são levados a refletir sobre as menores unidades sonoras (os fonemas) e suas relações com as menores unidades gráficas (as letras). Tal reflexão demanda um nível de conhecimento sobre o sistema alfabético mais elaborado em relação a outros tipos de atividades, quando os alunos precisam apenas segmentar e contar sílabas ou comparar palavras apenas quanto às semelhanças sonoras.

Dada a importância desse tipo de atividade, consideramos fundamental que o professor desenvolva atividades semelhantes em outras situações, em pequenos grupos ou em atividades individuais. Pode-se, por exemplo, fazer um jogo em que os alunos, em grupos, sejam desafiados a dizer ou escrever palavras, trocando uma letra ou uma sílaba, transformando- as em outras palavras.

MAIS UMA

Jogo 6: Mais uma

Objetivos didáticos:

- compreender que as sílabas são formadas por unidades menores e que, a cada fonema, corresponde uma letra ou conjunto de letras (dígrafos);
- compreender que as sílabas variam quanto ao número de letras;
- compreender que, se acrescentarmos uma letra em uma palavra, esta é transformada em outra palavra;
- compreender que a ordem em que os fonemas são pronunciados corresponde à ordem em que as letras são registradas no papel, obedecendo, geralmente, ao sentido esquerda - direita;
- comparar palavras, identificando semelhanças e diferenças sonoras entre elas;
- conhecer as letras do alfabeto e seus nomes;

Público-alvo:

Alunos que estejam em processo de alfabetização, mas não compreendam ainda alguns dos princípios do sistema, tais como o de que é necessário representar todos os segmentos sonoros por meio de letras ou o de que as letras precisam ser dispostas em uma ordem equivalente à emissão sonora dos fonemas. É um jogo interessante, também, para os alunos que, embora compreendam tal princípio, não tenham ainda consolidado as correspondências grafofônicas. Esses alunos já devem ser capazes de perceber que a escrita tem relação com a pauta sonora.

Sugestões de encaminhamento:

O professor deve ler em voz alta as regras do jogo e discutir com os alunos sobre como ele funciona, à medida que lê. Durante o jogo, caso existam dúvidas quanto às regras, o docente pode ler novamente o texto, mostrando aos alunos que é necessário compreendermos e aceitarmos as regras. Esse procedimento contribui para uma melhor interação entre as crianças e para que elas se familiarizem com este gênero textual: instruções de jogos. Durante o jogo, não é necessário permanecer junto ao grupo, mas é importante dar informações quando os alunos solicitarem. É possível, também, em lugar de responder diretamente aos questionamentos, pronunciar as palavras, levando os alunos a perceberem as diferenças entre elas. Caso o aluno detenha poucas informações sobre as correspondências grafofônicas, é interessante propor que a brincadeira seja feita em dupla, de modo que possam tentar resgatar conhecimentos relativos a outras palavras que já tenham sido abordadas em sala de aula, como os nomes das próprias crianças.

Dicas ao professor:

Comparar palavras é um tipo de atividade muito importante no processo de alfabetização. Quando os alunosanalisam duas ou mais palavras, buscando semelhanças e/ou diferenças, eles consolidam correspondências entre unidades sonoras (fonemas) e unidades gráficas (letras). No caso deste jogo, ao comparar palavras, os alunos fazem um esforço para identificar a letra que está faltando. Para isso, eles precisam segmentar a palavra em pedaços e focar a atenção no interior das sílabas, ou seja, além de perceber que as palavras são constituídas de unidades silábicas, são levados a refletir sobre as menores unidades sonoras (os fonemas) e suas relações com as menores unidades gráficas (as letras). Isso demanda um nível de conhecimento sobre o sistema alfabético mais elaborado em relação a outros tipos de atividades, quando os alunos precisam apenas segmentar e contar sílabas ou comparar palavras apenas quanto às semelhanças sonoras.

Dada a importância desse tipo de conhecimento, consideramos fundamental que o professor desenvolva atividades semelhantes no grande grupo, pois, mesmo que todos os alunos não consigam dar conta da tarefa sozinhos, ao refletirem junto com o professor, podem passar a perceber quais são as unidades lingüísticas que precisam ser objeto de atenção na aprendizagem da escrita e podem começar a realizar algumas correspondências grafofônicas.

TRINCA MÁGICA

Jogo 4: Trinca mágica

Objetivos didáticos:

- compreender que as palavras são compostas por unidades sonoras;
- perceber que palavras diferentes podem possuir partes sonoras iguais, no final;
- desenvolver a consciência fonológica, por meio da exploração de rimas;
- comparar palavras quanto às semelhanças sonoras.

Público-alvo:

Alunos em processo de alfabetização, que precisam perceber que a palavra é constituída de significado e seqüência sonora e que precisam refletir sobre as propriedades sonoras das palavras, desenvolvendo a consciência fonológica.

Sugestões de encaminhamento:

O professor deve ler em voz alta as regras do jogo e discutir com os alunos sobre como ele funciona, à medida que lê. Durante o jogo, caso existam dúvidas quanto às regras, o docente pode ler novamente o texto, mostrando aos alunos que é necessário compreendermos e aceitarmos as regras. Esse procedimento contribui para uma melhor interação entre as crianças e para que elas se familiarizem com este gênero textual: instruções de jogos. 

Para facilitar a a compreensão das crianças, aqui também é possível, antes do início do jogo, fazer uma rodada“de treino coletivo”. Nessa situação, as cartas das duas grandes equipes formadas pela turma (metade da turma, em cada) são expostas, a cada vez, de modo que se possa discutir se vale a pena: 1) pegar a carta descartada pelo jogador anterior, ou 2) apostar a sorte nas cartas emborcadas no centro da mesa, sempre com o intuito de formar uma trinca.

Dicas ao professor:

Esse jogo leva o aluno a observar que a palavra é composta por segmentos sonoros e que esses podem se repetir em palavras diferentes. Essa é uma descoberta essencial no percurso de apropriação do sistema alfabético pelo aprendiz: o que notamos (representamos) no papel são os segmentos sonoros das palavras, ou seja, para escrever, precisamos centrar a atenção nesses segmentos.

Outro aspecto interessante nesse jogo é que, como as fichas utilizadas apresentam figuras e seus nomes correspondentes, é possível que os alunos comecem a observar que palavras que têm o mesmo som inicial também apresentam as mesmas letras no início da palavra. Dessa forma, enquanto os alunos refletem sobre os segmentos sonoros das palavras também são estimulados a refletir sobre a sua forma escrita, podendo, inclusive, serem levados a realizar o registro do nome das figuras presentes nas cartelas. O jogo possibilita, então, um significativo trabalho com alunos em estágios mais avançados de escrita. Cabe ao professor, caso o deseje, sistematizar tal reflexão, comparando as palavras coletivamente, ao escrevê-las no quadro, ou ao utilizar as fichas em outras atividades de reflexão fonológica